Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

CONFRONTAÇÃO CONCEPTUAL
Se é uma pessoa que frequentemente confunde as próprias ideias e conceitos com a realidade externa, pois fique sabendo que está vulnerável, que face a uma situação de dor física, maior stress ou sofrimento emocional, terá tendência a se voltar contra si própria, a se automagoar e não a remover as causas desse sofrimento. Para ultrapassar essa fraqueza mental proponho-lhe uma reflexão profunda, proponho-lhe também que contemple a realidade viva, que observe como os outros seres vivos, animais ou plantas, se deslocam e comportam na luta pela vida; como todos os seres vivos, ainda que feridos, ainda que a sofrer intensamente, lutam para se manter vivos,  lutam para prolongar a vida.
O ser humano, assim como todos os restantes seres vivos, foge daquilo que lhe causa medo; não foge do medo propriamente dito, mas sim daquilo que lhe causa medo. Fugir daquilo que lhe causa medo é uma resposta saudável, uma reacção saudável e adaptativa mas, fugir do medo é uma resposta patológica, um sinal de patologia mental. O ser humano não foge do sofrimento mas sim daquilo que lhe causa sofrimento. Fugir daquilo que lhe causa sofrimento é uma resposta saudável e adaptativa enquanto apenas fugir do sofrimento é sinal de patologia mental. Aparentemente, e numa análise superficial, fugir do sofrimento ou daquilo que causa sofrimento parece igual mas, na confrontação com a realidade, fugir do que causa medo ou sofrimento é um comportamento adaptativo e volitivo já que permite sempre a opção de enfrentar e remover a causa desse medo ou sofrimento enquanto fugir, única e estritamente, do medo ou sofrimento é um comportamento patológico já que o medo ou sofrimento são sentimentos e emoções próprios do ser humano e, por conseguinte, fugir desses sentimentos é fugir de si próprio e remover esses sentimentos apenas se consegue removendo o próprio ser humano que os sente.
Na realidade, a vida e o sofrimento não são aspectos ou valores antagónicos: o oposto da vida não é o sofrimento mas sim a morte; o oposto do sofrimento não é a vida mas sim a felicidade ou bem-estar. Acabar com o sofrimento é tornar-se feliz, sentir bem-estar; acabar com a vida é morrer.
A confrontação entre os aspectos conceptuais internos da mente com os aspectos externos da realidade permite adoptar atitudes e comportamentos adaptativos próprios de uma vida continuada e saudável.

Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

CONFRONTAÇÃO DA CONFIANÇA
Se pertence ao grupo de pessoas que se sente feliz, contente e satisfeita quando recebe elogios e, por outro lado, fica triste, aborrecida e desanimada quando recebe palavras de censura ou desaprovação; pois isso deve-se ao facto de depositar mais confiança no exterior do que no seu interior.
Na realidade, quando uma pessoa recebe um elogio, um louvor ou, por outro lado, uma crítica, uma censura; pois imediatamente e sem pensar ou reflectir, inicia uma avaliação que confronta a opinião que tem sobre si própria com a opinião acabada de receber; quando as duas coincidem nada acontece; quando existe divergência de opiniões pois a pessoa sente-se forçada a repensar, acreditando mais na sua própria opinião ou então na opinião alheia. A pessoa que acredita mais na opinião alheia do que na sua própria, vive ao sabor dos outros, é facilmente manipulável, faz o que as outras pessoas querem que ela faça pois, de outro modo, será censurada e com isso vai sofrer.
A pessoa que se auto conhece, que vivenciou presencialmente a história da sua própria vida, no que a si diz respeito, tem obrigação de, em caso de confrontação divergente de opiniões, acreditar mais em si própria do que nas outras pessoas; assim, nem os elogios nem as censuras alheias lhe causarão grandes discrepâncias na sua tonalidade afectiva, terá uma vida sentimental mais estável e assumirá melhor o controle das suas próprias emoções.

Doutor Patrício Leite - Exemplos de Confrontação

CONFRONTAÇÃO - EXEMPLO 2
Se é uma das pessoas que passam grande parte do seu tempo a sofrer uma confrontação interior, isso resulta de uma pobre ou inexistente autoidentidade. Se gasta o seu tempo a defenir e redefenir quem é, o que faz, como é; ou seja a pensar sobre si, pois está a, sobre sí, verter as suas próprias energias. Todas as vezes que der consigo a pensar em sí, a olhar para dentro, para sí, está virtualmente numa crise de identidade, está a tentar redefenir-se. Como não se autoreconhece volta-se para sí e contra si; procura a sua identidade dentro de sí. Esta procura é dolorosa, geradora de sofrimento, pelo que lhe proponho: Deixe de pensar em sí, deixe de se voltar contra sí, procure realizar e concretizar os seus desejos e interesses no exterior mas sem se colocar em causa. Não precisa de uma autoconfrontação permanente para saber quem é, e o que quer; simplesmente avance para os seus objectivos. Este abandonar da sua confrontação interior e passar a confrontar-se com o exterior dá-lhe ganhos em saúde, bem-estar e eficácia de auto-realização.

Doutor Patrício Leite - Exemplos de Confrontação

CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA - EXEMPLO 1
Agora que já tem vários exemplos elementares de confrontações defensivas e atacantes; que já tem as regras do JOGO DA CONFRONTAÇÃO MENTAL, pois aqui vai uma aplicação prática ás confrontações do dia-a-dia causadoras de sofrimento; preste atenção:
Se é uma pessoa que se envolve em lutas e discussões para que outros lhe deêm razão; pois então é porque a não tem; de facto, se tivesse razão não precisaria que outros lha dessem; simplesmente a tinha.
Se por outro lado pensa que tem razão e se envolve em lutas e combates verbais para a entregar aos outros, é porque esta para sí, nada vale; pois de contrário, deveria guardar a sua razão para sí e não a entregar aos outros. Guarde consigo, a sua razão, já que a considera boa; deixe que os outros também guardem as suas próprias razões, já que para eles, são as melhores.

Doutor Patrício Leite

REGRAS DO JOGO DA CONFRONTAÇÃO MENTAL
A realidade é qualquer coisa que existe e se apresenta sem dinamismo nem vontade própria. A realidade pode ser externa compreendendo o mundo material mas também as culturas, valores e crenças colectivas estáveis. A realidade mental compreende ideias, crenças e valores que se apresentam ao indíviduo, ou pessoa, de modo estável e este aceita como sua propriedade mental.
A confrontação consiste em comparar, contrapor e estabelecer os limites de uma propriedade, seja esta material ou mental.
Frequentemente as ideias, crenças e valores internos, mas também externos, se confundem e a pessoa fica baralhada e sem uma base onde se apoiar.
A confrontação com a realidade consiste em estabelecer limites que permitam distinguir plenamente os conceitos em que a pessoa se apoia. Esta base de apoio torna-se dinâmica pela interacção com a realidade interna e externa. É neste dinamismo que surge o JOGO DA CONFRONTAÇÃO MENTAL.
No Jogo da Confrontação Mental, a pessoa tem confrontações defensivas e atacantes á sua disposição; tem também imensas táticas e estratégias para chegar á vitória.
Foram já, dadas algumas confrontações elementares. Treine essas confrontações, as quais lhe servirão para avançar no jogo. Poderão ser dados exemplos de outras confrontações. Procure reunir-se com outras pessoas e encontrar aspectos da realidade interna ou externa que sejam susceptiveis de confrontação. Envie-nos Email a relatar as novas confrontações que encontrou, como as conceptualizou e ultrapassou. Em caso de dúvida envie-nos Email, logo que possível terá o esclarecimento.

Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

DÉCIMA PRIMEIRA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
A si que habitualmente se enerva quando outras pessoas se enervam consigo, se irrita quando outras pessoas se irritam consigo, se emociona quando outras pessoas se emocionam consigo; fica triste porque as outras pessoas também estão triste e alegra-se quando elas estão alegres. A si que tem essa dependência emocional, que faz o seu estado de humor, de ânimo; as suas emoções interiores dependerem dos ânimos e emoções manifestados pelas outras pessoas; proponho-lhe pois que abandone essa dependência emocional; que decida tornar-se emocionalmnente independente. Proponho-lhe que no seu dia-a-dia identifique situações de forte carga emocional, situações em que observa outras pessoas a manifestarem emoções, a procurarem o seu envolvimento nessas emoções e...; não se envolva, não se emocione!!! Mantenha a sua estabilidade emocional interior, decida como se vai sentir, independentemente do que vê os outros sentir, nesse momento presente. Ainda que o comportamento das outras pessoas seja convidativo a lhe causar sentimentos e emoções semelhantes, ou opostos,... diga não!!! Faça as suas emoções apenas de si dependerem!!! Sobre si, e para si, a sua vontade é soberana, as suas emoções são suas, e a si pertencem; você as produz, você as sente ou consome,... produza-as quando desejar,....consuma-as quando desejar!!! Sinta-se á sua vontade!!!!!! Não á dos outros!

Doutor Patrício Leite - Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

DÉCIMA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se acredita que quando as pessoas são iguais devem ser tratadas da mesma forma. Se também acredita que é uma pessoa igual ás outras; pois vai sofrer graves sentimentos de desilusão, revolta e ressentimento; mágoas e frustações. Na verdade, não há pessoas iguais! E quando há aspectos semelhantes; é o exterior e não você, são as outras pessoas com quem interage, que selecionam aquilo que consideram semelhante assim como o tratamento social que a sí vão oferecer. Se pretende impôr a sua convicção do que é igual, ou diferente, ás outras pessoas; pois então surge uma relação de poder. No convívio social, o modo como uma pessoa é tratada, depende das relacões de poder; isto é, do poder real ou percepcionado.
Uma pessoa pode sentir-se igual ás outras, suas semelhantes, e ainda assim ser dicriminda, tratada de modo desigual pois, são as outras pessoas que determinam o que consideram igual e o que consideram diferente.
Se exige um tratamento igual ao que você oferece, uma comparação constante entre as suas convicções pessoais e as do exterior; um troca reciproca e igualitária de bens, valores, carícias e comportamentos; pois tem pela frente uma interminável confrontação, uma série inacabada de pequenas lutas e combates desgastantes, assim como aborrecimentos, queixas emocionais negativas, infelecidades ansiosas e revoltas permanentes.
Se pretende manter tal exigência, compreenda as regras das relações de poder e prepare-se para múltiplas lutas no dia-a-dia, cujas vitórias, nem compensam os sentimentos autodestrutivos daí resultantes, nem lhe permitem avançar no seu desenvolvimento vital !
Proponho-lhe pois que abandone a exigência de tratamento igualitário !!!

Doutor Patrício Leite - Psicoterapia

NONA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se adiar constantemente tarefas, que sabe serem úteis, para a consecução dos seus objectivos, constitui um comportamento habitual da sua vida e se, com isso, se sente mal, por andar sempre a adiar, então tem dois défices comportamentais que necessita corrigir: por um lado, esse adiar constante, impede a consecução dos seus objectivos; por outro, esse adiar causa-lhe sofrimento.
Se já tentou corrigir esse comportamento procrastinador inadequado, e não conseguiu, e por isso se sente infeliz e com falta de auto confiança de que, se desejar, é capaz de mudar; pois proponho-lhe que não procure grandes mudanças desse hábito enraizado; tente apenas realizar os primeiros cinco minutos dessas tarefas que habitualmente adia; decida que não vai fazer o trabalho todo de uma só vez, vai apenas começar e deixará o restante para outra ocasião. De seguida inicie imediatamente durante cinco minutos e depois pare; interrompa e auto descreva, agora, como se sentiu durante esses cinco minutos em que realizou as tarefas que habitualmente adiava. Utilize este modo de proceder, para as próximas vezes em que realizar essas tarefas. Treine até sentir que realiza os cinco minutos sem qualquer dificuldade e que até já deseja realizar essas tarefas durante mais tempo. Volte a auto descrever os seus sentimentos. Volte a treinar.

Doutor Patrício Leite - Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

OITÁVA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se frequentemente se sente no dever de realizar certos actos e comportamentos, que sente não serem bons para si, mas ainda assim os mantém, para fugir a uma censura interna ou externa; pois proponho-lhe que se treine a permanentemente avaliar essa censura e, se esta for interna, simplesmente enfrente-a, interrompa esses comportamentos para si nefastos, adopte novos comportamentos que lhe tragam prazer e desenvolvimento. Se a censura for externa, sob a forma de normas e regras morais de conduta, pois compare o sofrimento que a emissão desses comportamentos impostos lhe trás, com o bem estar que sentirá ao enfrentar essa censura e emitir comportamentos por si livremente escolhidos.
No momento do seu nascimento, você era uma pessoa livre, apenas obedecia ás leis da vida e da sobrevivência. Ao longo da sua vida, contra a sua vontade, foram-lhe sucessivamente impostas dívidas e deveres morais de conduta, sob a forma de normas e regras morais, que lhe retiram o prazer, a felicidade e tempo de vida. Não assuma essas dívidas, elas não tiveram o seu acordo, foram-lhe unilateralmente impostas. Adopte apenas os comportamentos que lhe trazem prazer, desenvolvimento e vida. A censura moral que terá de enfrentar, por escolher a emissão de comportamentos autónomos, será progressivamente debelada, como resultado terá felicidade e vida plena. Não se auto-censure nem se submeta á censura!!! Arrisque!!! Enfrente-a!!!!

Doutor Patrício Leite - Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

SÉTIMA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se é daquelas pessoas que frequentemente sente desapontamento, desilusão ou rancor por sentir que as pessoas lhe não retribuiram a dádiva ou bem que antes lhes fez; pois tem uma solução: Não dê nada a ninguém!
Guarde para si, as suas capacidades de causar felecidade e bem estar, os seus valores, os seus bens. Não os dê. Os sentimentos de desapontamento e desilusão estão associados aos egoistas que fingem dar bem estar gratuito, ás outras pessoas, mas estão sempre á espera, ainda que o não digam, de receber algo de bom, em troca.
Para acabar com a desilusão e o rancor terá de ser uma pessoa egoista, genuina e sincera, para consigo própria. Pode enganar as outras pessoas, sobre o seu egoismo; mas não se engane a si.
Se alguém precisa dos seus valores ou da sua felecidade, pois não os cêda, não os dê; troque-os. Negoceie e troque os bens que a outra pessoa tenha para sí, pelo bem estar que você tem para oferecer. Se nada der aos outros, nada de gratuito vai deles esperar; assim não terá desilusões. Se pretende dar, se gosta de dar, se tem prazer em dar; pois então não fique á espera, ainda que vagamente, de qualquer retribuição. Se tem prazer em dar valores e bem estar, às outras pessoas, pois então, a sua retribuição é o prazer que obteve, ao ceder esse bem estar e, não fique á espera de retribuição adicional, por parte dessas pessoas. Só assim acaba com o rancor!!!
O rancor, a raiva, o ódio e desejo de vingança surgem das suas expectativas frustradas, em receber valor e bem estar, igual áquele que gratuitamente, ofereceu. O ódio surge de um amor cedido gratuitamente e cujo valor não foi correspondido. Com estes sentimentos e emoções, você é uma pessoa, presa ao desejo de vingança e perde a sua liberdade de decisão; para apenas perseguir o desejo de vingança. Todos estes sentimentos e emoções, lhe causam sofrimento a si, e aos outros, assim como a privação da liberdade pessoal. Esta dor moral, este sofrimento, estes sentimentos desagradáveis; podem apenas, ser eliminados, pelo seu genuino egoismo, isto é: Se a todo o momento procurar sempre o melhor para si e, nada oferecer gratuito; não vai ter desilusões, rancores e vinganças pelas suas expectativas, a que os outros, não corresponderam.
Sim; procure sempre, a si dar o melhor. Seja egoista! Não se engane a si própria; seja uma pessoa, sincera consigo própria, que sabe ser egoista e, se aceita genuinamente como egoista. Se sente prazer egoístico, em dar bem estar aos outros, então, ao dar algo, fique com esse prazer egoístico, e nada espere em troca.
Só assim acaba com a raiva, o ódio, o rancor!!!

Psicoterapia de Confrontação com a Realidade

SEXTA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se é uma das pessoas que vive permanentemente de forma rotineira com medo de experimentar novos comportamentos e novas sensações pois, páre com esse medo!. Esse medo do desconhecido, paralisa toda a sua iniciativa para melhorar, impõe-lhe automatismos e rotinas que lhe impedem a mudaça para novas e melhores posições. Sim, o medo da mudança é grande, o medo de encontrar sensações e sentimentos desconhecidos é grande, mas repare que o seu organismo tem sempre os mesmos orgãos dos sentidos ( visão, audição, tacto, etc ) e os mesmos receptores sensoriais, portanto, as sensações que poderá experimentar ao longo da vida são sempre iguais e já as experimentou todas: o frio, o calor, a dor, a cor e a forma, os odores, etc. etc. Também as emoções agradáveis e desagradáveis assim como os sentimentos que o ser humano tem á sua disposição: o amor e ódio, a tristeza e alegria, a esperança e angustia,...já foram todos experimentados por si ao longo da sua vida. Portanto não pode encontrar sensações, emoções e sentimentos novos; todos já foram experimentados por si. Páre com o medo do desconhecido, interrompa esse medo, repare que o desconhecido é, de facto, desconhecido; e a probabilidade de encontrar sensações, emoções e sentimentos que não pretende é, no minimo, tão elevada quanto a de encontrar as desejadas. E depois toda essa vida emocional e sentimental já foi por si vivida, logo não é desconhecida, e se já a viveu antes, e ainda que negativa, a conseguiu ultrapassar, pois poderá sempre ultrapassar de novo.
Repare: o desconhcido não é bom nem mau, é sim desconhecido!!!
QUINTA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Agora que já conhece dois métodos de se sentir bem mentalmente, a autoconfiança e o autoamor e dois métodos de se sentir mal que são, a presentificação do passado e a antecipação do futuro tem pois á sua disposição o controlo destes sentimentos. Assim, sabendo que o seu locus de controlo é interno, que está em si, no seu interior, a capacidade de decidir sobre como se sente, o que pensa e o que faz, fica responsabilizado por si próprio. Sim a responsabilidade pela sua vida emocional é sua. Efectivamente excluindo situações de grave doença mental ou de lavagem mental em prisioneiros, resulta que cada pessoa é responsável por aquilo em que pensa e se emociona. O seu autocontrole é seu, use-o em proveito próprio. Se tem um pensamento carregado de ideias que lhe causam sofrimento pois mude esse pensamento ou essas ideias. As propagandas e ideologias a que todos somos submetidos nos meios de comunicação procuram, e frequentemente conseguem, nos condicionar as ideias e respectivo conteúdo, mas não o pensamento. Sim o pensamento é o curso das ideias e se tem ideias carregadas de emoções ou seja, afectos, que lhe causam sofrimento pois pare esse pensamento e inicie outro pensamento com ideias á sua escolha. Você pode escolher aquilo em que pensa e assim decidir como se vai sentir. Desde que cumpra a lei, pode também escolher o que fazer. Está em si o seu autocontrole. Autocontrole-se!!!!!!!!!

Doutor Patrício Leite - PSICOTERAPIA

QUARTA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA 
Nesta sessão, vamos falar de antecipação ansiosa. Sim, de antecipação ansiosa. Essa antecipação de aspectos negativos da vida, esse viver no presente, a negatividade que pode ocorrer no futuro; esse transportar para o presente, uma vivência, que poderá ocorrer no futuro, mas que na realidade; não sabe se vai, ou não, ocorrer no futuro; mas que no entanto, vive no presente, esse acontecimento negativo, como se ele estivesse a ocorrer. Essa antecipação ansiosa é causadora de intenso sofrimento, sofrimento inútil uma vez que se ocorrer esse acontecimento negativo, num futuro imprevisível, pois então ao viver no presente esse acontecimento negativo, sofre no presente porque está a experiencia-lo e se ele ocorrer no futuro, sofre no futuro porque ocorre o tal acontecimento negativo e indesejado. Assim, proponho-lhe vivamente que não transporte, não traga para o presente a vivência de uma possibilidade que não sabe se ocorrerá. Nada ganha com isso, apenas sofrimento, sofrimento que será a duplicar se o acontecimento ocorrer no futuro, será inútil, nada lhe trará, se o acontecimento não ocorrer no futuro; e depois, não é por sofrer no presente que vai mudar o curso dos acontecimentos futuros, por conseguinte é um sofrimento puramente irracional, puramente inútil, nada de ganho lhe trás. Convido pois a que abandone esse tipo de sofrimento presente, de um acontecimento que não sabe se vai, ou não, ocorrer no futuro. E com isto proponho que viva feliz.

Doutor Patrício Leite - PSICOTERAPIA

TERCEIRA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Sei que tem treinado, que no seu dia-a-dia procura antes de tudo pôr o seu bem estar e a sua vida em primeiro lugar, isto é gosta de si, e por isso, a si procura bem fazer; sei também que vai treinando competências em não se desvalorizar. Faz muito bem, pois desvalorizar-se constitui uma das maiores agressões, uma das maiores mágoas que à sua pessoa pode causar. Continue a treinar para ganhar competências em ser feliz. Aprenda a ser feliz e treine, como quem treina uma matéria escolar ou um desporto qualquer. Hoje vamos falar em gerir a sua atenção temporal. Pois é, a atenção que dedica ao seu tempo de vida. Sabe que está numa caminhada com uma só direcção. Sabe que não volta ao passado; não mais viverá o passado. Sim o passado está passado; não volta mais, por isso, pensar no passado é tempo de vida perdido; e mais, só lhe pode fazer mal. Repare que ao logo da sua vida foi melhorando as suas capacidades, e estas no passado eram mais fracas; pensar nas suas fraquezas passadas é sofrer as emoções negativas associadas a essas fraquezas. Por outro lado se, no passado, teve mais capacidades do que agora, pensar nelas é uma forma de fantasia que o desvaloriza, rebaixa e lhe causa sofrimento agora, no presente; ora se gosta realmente de si, então não vai, a si, causar tal dano e sofrimento. Trazer para o presente a vida passada; a presentificação do passado, é uma tarefa inútil e impossivel e que, sob qualquer ponto de vista, só lhe causa sofrimento. Assim, lhe proponho: Abandone o passado; abandone defenitivamente o passado. Coloque o passado na sua real dimensão temporal, isto é, no sitio ende ele deve estar: O passado!!!

Doutor Patrício Leite - PSICOTERAPIA

SEGUNDA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Se já é capaz de gostar de sí e de querer fazer bem a quem gosta, isto é a sí; então recomendo que continue a treinar o auto amor. As exigências e a concorrência pelo seu amor, são tão grandes, que as outras pessoas estão constantemente a tentar ficar com o amor que você tem; não lhes dê, guarde o seu amor, é seu; guarde-o para sí. Treine permanentemente a gestão do seu amor próprio. Não deixe que lhe fiquem com ele! Agora que já gosta de sí, vou-lhe ensinar o segundo passo para não se auto-magoar (outros passos se seguirão). Pois é...tem amor por sí, gosta de sí ? Não se auto-castigue! Dê valor a sí. Estime-se. Adimre a sua própria pessoa. Valorize-se. Não dê valor aos outros. Não pense que os outros são melhores, e por isso merecem a sua estima, admiração ou valor. Não, eles não merecem o seu valor, guarde-o; guarde o seu valor próprio para si, não o ofereça, não o dê; se alguém o quer então troque: troque valor por valor, admiração por admiração, estima por estima, respeito por respeito, amor por amor, vantagem por vantagem. Sim, nas suas relações com outras pessoas; não as admire, não as estime; estime-se a si. Não ceda uma posição vantajosa só porque a outra pessoa é rica, famosa ou poderosa; se a outra pessoa quer a sua estima, então ela tem que lhe oferecer admiração e respeito a si; a sua estima, o seu auto-valor, a sua auto-imagem é sua, muito sua, só a si pertence, guarde-a, não a dê. O seu auto-conceito, a ideia que faz de si, não pode variar em função das outras pessoas. O seu valor pessoal é seu, e se os famosos, ricos ou poderosos, querem ser por si admirados e assim lhe retirar a posse do seu auto-valor, pois obrigue-os a pagar por isso, não lhes dê valor nem estimação gratuita. Cumpra a lei em vigor, mas na luta pelo bem estar, pela sobrevivência, não ceda a sua própria vantagem a uma pessoa, só porque ela é famosa. Não se diminua, nem se deixe rebaixar, face a uma pessoa famosa ou poderosa; essa pessoa, tem tanto ou menos valor pessoal, que o seu; e a sua auto-confiança no seu auto-desempenho a si pertencem. Sim, você conhece-se, pois conhece todas as suas experiências pessoais, que vivenciou, sabe daquilo que é capaz e, não se vai deixar sentir mal, só porque outra pessoa, seja ela quem for, duvida das suas capacidades. As outras pessoas que guardem a confiança que têm para si próprias, você também a sua guarda, e a si a atribui; ela é sua, não a ceda nem a dê. Confie em si e não nos outros. Sim, sinta-se uma pessoa valiosa para si própria. Não pretenda trocar-se por outra pessoa. Confie em si! Auto-confie!!!!!!
PRIMEIRA SESSÃO - CONFRONTAÇÃO DEFENSIVA
Hoje vou-lhe propor que se apaixone por uma pessoa: Lanço-lhe o convite de que ame apaixonadamente essa pessoa. De facto essa pessoa julga-se feia, que não tem a altura nem as proporções corporais adequadas, que o seu rosto não é bonito e que a sua inteligência é escassa; julga até que não é rica nem poderosa e, por tudo isto, não pode ser amada. Proponho-lhe pois que goste dessa pessoa, que ame essa pessoa. De facto, na infância, os pais, amigos e cuidadores, amavam a respectiva criança. Que graça e amor sentiam ao ver como ela se desenvolvia !!! No decorrer da escolaridade teve quem se apaixonasse. Nunca acreditou muito que alguém gostasse de si; mas que gostaram,......gostaram!!! Essa pessoa é você. Ame-se ! Tenha muito amor por si!!! Se há-de gostar de outra pessoa, que não é você; então prefira amar-se a si !!! Ame-se a si, e que o amor que a si disponibiliza seja, pelo menos, tão grande como aquele que pode disponibilizar a qualquer outro ser humano, na Terra. Apaixone-se por si !!! Faça a si o que de bom faria a alguém por quem tivesse gosto, amor e paixão. Se perdoaria um defeito a alguém que amasse; então perdoe defeitos seus. Se não criticaria a pessoa amada; então não se critique nem culpe a si. Se faria algo de bom á pessoa amada; então faça algo de bom a si. Ame-se!!! Ame-se a si!!! Se não tem amor para si; então não tem amor para mais ninguém, já o gastou todo. Se há-de dar amor ao próximo, então dê a quem está mais próximo de sí; você. Sim, dê amor a sí pois só você se acompanha próximamente de noite e de dia, todos os dias do ano. Não escolha alguém longiquo para amar, escolha sim, para amar e gostar, alguém que ande sempre consigo; você. Escolha-se a sí para amar. Porque há-de dar amor a qualquer outra pessoa no mundo, se é tão pessoa como ela? Já reparou: Se outra pessoa recebesse o amor que você lhe disponibiliza, e não lhe desse amor em troca. Essa pessoa ficaria com o seu amor próprio mais o amor que você lhe disponibilizou. Então, porque não deixar, que cada pessoa fique, com o amor que tem, para si própria. Você não precisa do amor da outra pessoa; ela que o guarde e, por outro lado, a outra pessoa não precisa do seu amor, ela tem o seu amor próprio . Assim, use o seu amor em proveito pessoal e deixe que as outras pessoas usem o delas, também, em proveito dos seus interesses. Se não magoaria uma pessoa que muito amasse, então não se magoe a si!!! Ame-se!!! Ame-se a si!!!! Não despenda esforços a auto–magoar-se. Você é tão pessoa como qualquer outra pessoa. Ora se você não magoaria os outros então não se magoe a si!!! Seria ridículo, de todo, você magoar-se a si, em proveito de outra pessoa. Se outra pessoa precisa de amor, então que gaste o que tem, em proveito próprio, e que não lhe venha pedir amor a si. Quem não sabe governar o amor próprio, também não merece o seu. Não esbanje amor á toa. Guarde o seu amor próprio. Guarde-o para si. Não o ofereça, não o dê. Guarde-o para si. Ame-se!!!